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“O impacto do IPv6 no setor público”

O Grupo Especial de Assuntos Tecnológicos do Ministério das Relações Exteriores da Argentina realizou em 27 de março de 2008, no auditório do Instituto do Serviço Exterior da Nação, na Cancilleria, o seminário: “El Impacto de IPv6 en el Sector Público”.

As palavras de abertura do evento ficaram a cargo do Ministro Raúl Dejean, Diretor do Grupo Especial de Assuntos Tecnológicos.

Em seguida, Raul Echeberria, Diretor Executivo de LACNIC, apresentou os antecedentes e a atual situação de IPv4 e IPv6, a evolução do consumo do IPv4, concessão de direções IPv6 na região e no mundo, os possíveis cenários futuros e por fim como funcionam os registros através da IANA.

No segundo painel, Christian O’ Flaherty, Moderador de Politicas LACNIC e Membro da ISOC Argentina, apresentou os recursos utilizados na Internet explicando a mecânica dos nomes de domínio. Traçou um paralelo histórico da utilização do IPv4 e sua extrapolação, passando uma estimação de que proximamente em 28 de fevereiro de 2011 se esgotaria as combinações de números de IP atuais. Afirma ser inevitável o esgotamento da tecnologia IPv4 tendo em vista que a utilização cada vez é maior.

Disse que a China tentou desenvolver uma tecnologia de IPv9 porém entende que hoje em dia, a melhor tecnologia para substituir a tecnologia atual é sem dúvidas o IPv6, pois é a tecnologia mais estudada e desenvolvida no momento.

Por fim, apresentou políticas desenvolvidas por LACNIC, políticas que afetam a transação (quanto a limitação do IPv4), politica global para a distribuição do espaço remanescente de IPv4, políticas de transferência de recursos entre seus membros, cooperative distribution of the end IPv4 free pool (compartir entre RIRs), IPv4 Expand timeframe of Additional Requests (de 6 a 12 meses), IPv6 for legacy holders with RSA and eficient use, Legacy Outreach and Partial Reclamation, Soft Landing (ser mas exigentes quando for acabando o pool de IANA), Resource Review Process, Proposal to change IPv6 initial allocation criteria (ter direções IPv4 alcança para pedir IPv6), Changing minimum IPv4 allocation size to /24, concessão de de um /56 IPv6 a todo usuário final que tenha IP IPv4, concessão de IPv6 a todo LIR.

Para uma surpresa no evento, pois não estava na agenda de trabalhos, graças a ajuda de Jordi Palet, teve a participação através de videoconferência, diretamente de Bruxelas, de Mario Campolargo (Diretor da Comissão Europeia de Sociedade da Informação e Mídia). Expõe que o trabalho que se leva a cabo na CE é em prol ao desenvolvimento de temas ligado a tecnologia para o avanço tornando-se a Comunidade Europeia competitiva no mercado global. Disse que o programa do quadro de investigação e desenvolvimento esta com muito investimento, ajudando as universidades e centros a fazer investigações em muitos aspectos. A sociedade da informação é o tema mais investigado, possuindo um investimento muito significante por parte da Comunidade Europeia. Por fim, defende a adoção e implementação do IPv6 mais apenas com uma segurança garantida para o mercado (que nesta esfera se necessita tempo e esforço).

Mariela Rocha, Moderadora IPv6 TF da América Latina e do Caribe, engenheira de redes – RIU, apresentou as iniciativas de implementação locais e regionais. Dentre de algumas iniciativas para apoiar o desdobramento do IPv6 na região, existem a “task force” LAC IPv6 Task Force – www.lac.ipv6tf.org, IPv6 em NAPs/IXs (pontos de acesso) e FLIP6.

O coordenador da Rede de Interconexão Universitária – RIU, Guillermo Cicileo, apresentou a topologia da RedCLARA, o desdobramento do IPv6, passando ao público alguns dados técnicos. Para a promoção do IPv6 disse que estão sendo realizados “workshops” e grupos de trabalho da RedCLARA. Por fim, expõe os trabalhos da Rede de Interconexão Universitária – RIU.

Defensor da adoção do IPv6, o espanhol Jordi Pallet (Diretor da Consulintel) falou sobre a adoção do IPv6 baseado nas condições econômicas, estratégias, considerações, equipamentos e compatibilidades. Questiona, o porque de um novo protocolo de Internet? Com a adoção de um novo modelo teremos mais direções, para milhares de novos dispositivos como telefones celulares, PDA’s, dispositivos de consumo, automóveis, etc. Para milhões de novos usuários a exemplo da inclusão digital na China, Índia, etc. Para tecnologias “always on”. Por fim, apresentou muito sobre a parte técnica com muita sabedoria e eficiência.

Por Aislan Vargas Basilio
Cancilleria (Argentina)

Contrato Coloriuris

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About the Author: Advogado, Mestrando em Direito Empresarial pela Universidad Austral (Buenos Aires/Argentina), Professor da Cátedra "Regime Público de Internet" da Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais da Universidade de Buenos Aires - UBA, Especialista em Direito das Novas Tecnologias pelo Centro de Extensão Universitária - CEU/SP, Diretor da Iniciativa ColorIURIS no Brasil, Diretor da Associação Grupo de Estudos e Investigação Acadêmica em Direito, Economia e Negócios na Sociedade da Informação (Ageia Densi Brasil) estrutura At-Large da ICANN (Argentina), membro da Associação Argentina de Informática Jurídica - AAIJ e da Asociación de Derecho Informático de Argentina - ADIAR.

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